Apresentação 

Os gregos que apresentaram uma produção mais livre, não se submeteram às imposições de sacerdotes ou de reis autoritários, valorizaram as ações humanas e tinha e o conhecimento esteve sempre acima da fé em divindades, além de que o homem era a criatura mais importante no universo.

Século XII ⇒ arques, jônicos, dóricos, e eólios.

Século X a. C ⇒ formação de pequenas comunidades: cidade-Estado, a pólis grega.

  • Inicialmente as primeiras criações artísticas  os gregos imitaram os egípcios.

Período Arcaico  → século VII a. C. → até a época das Guerras Pérsicas.

Período Clássico → século V a. C → até o final da Guerra do Peloponeso.

[Escultura] 

Escultor grego arcaico ⇒ Kouros = homen jovem: 

  • apreciava a simetria natural do corpo;
  • esculpia figuras masculinas nuas e eretas;
  • rigorosamente  posição frontal;
  • peso distribuído igualmente sobre as duas pernas;
  • conforme a evolução da escultura grega começaram  a usar em vez do mármore o bronze;
  • superação da rigidez das estátuas.

KOUROS

Kouros (final do século VII a. C.). Altura 184 cm. Metropolitan Museum of Art, Nova York.

EFEBO DE CRÍTIOS

Efebo de Crítios (cerca de 480 a C.). Altura: 86 em. Museu da Acrópole, Atenas.

ZEUS DE ARTEMÍSIO

Zeus de Artemísio ( cerca de 470 a. C. ). Altura: 209 cm. Museu Arqueológico Nacional, Atenas.

DISCÓBOLO

Cópia romana do Discóbolo, de Miron. O original grego data de aproximadamente 450 a.C. Altura: 125 cm. Museo Nazionale delle Terme, Roma.

DORÍFORO

Cópia romana do Doríforo, de Policleto. O original grego data de aproximadamente 440 a. C. Altura: 199 cm. Museo Nazionale, Nápoles.


A Arquitetura: ordens dórica e jônica

Elas foram construídas não para culto religiosos, mas sim para proteger das chuvas ou do sol excessivo.

Características

  • simetria entre o pórtico da entrada — o pronau — e dos fundos — opistódomo

Planta de um templo grego típico.

Núcleo do templo

  • naos → recinto onde ficava a imagem da divindade;
  • peristilo → colunas que cercava o núcleo;
  • estilóbata grau mais elevado da base dos três degraus e sobre ele eram erguidas as colunas do peristilo e as paredes do núcleo do templo.
  • arquitravefriso – cornija  → colunas que sustentavam um entablamento horizontal, segundo era construído nos modelos: jônica e dórica.
  • dórica →  era simples e maciça
    • fuste → colunas grossas e firmavam-se diretamente no estilóbata;
    • capitéis  →ficam no alto dos fustes;
    • arquitrave → era lisa e ficava o friso que era dividido:
      • tríglifos → retângulos com sulcos verticais
      • métopas → retângulos que podiam ser lisos pintados ou esculpido

Esquema da ordem dórica

  • jônica → mais leveza e era mais ornamentada. 
    • fustes →  mais delgados que não se firmavam diretamente sobre o estilóbata, mas sim sobre uma base decorada;
    • capitéis → eram enfeitados;
    • arquitrave →  dividida em três faixas horizontais;
    • friso → dividido em partes ou então decorado por uma faixa esculpida em relevo;
    • cornija → ornamentada e podia apresentar trabalhos de escultura.

Esquema da ordem dórica e jônica.

Capitel Coríntio → criado no final do século V a. C, muito usado no capitel jônico.

 

Frontão → templos gregos eram cobertos por um telhado inclinado para as laterais, posição do telhado resultava um espaço triangular sobre a cornija,  que eram intensamente ornamentado com es culturas.

Reconstrução esquemática do frontão leste do templo de Zeus em Olímpia. A ação dos homens e do tempo destruiu os frontões dos templos gregos, cujas peças que sobraram encontram-se espalhadas por diversos museus da Europa.

Além dos frontões, as métopas e os frisos também eram decorados com esculturas para projetar as esculturas que ornamentariam o friso o artista encontrava problemas; pois era difícil encontrar um tema que ocupasse aquela estreita e longa faixa de modo plenamente satisfatório. No Pártenon, por exemplo, essa dificuldade foi superada com um tema que retrata uma procissão em honra à deusa Atena.

Friso das Ergastinas

Friso das Ergastinas (fragmento) que ornamentava o Partenon. O friso todo media 159 m. Museu do Louvre, Paris.


A pintura em cerâmica

  • equilíbrio de sua forma, mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação.
  • As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias com cena  da mitologia grega.

Ânfora com figuras negras pintadas por Exéquias.

Maior pintor de figuras negras foi Exéquias. Uma de suas pinturas mais famosas mostra Aquiles com Ajax jogando.

Ânfora com figuras negras pintadas por Exéquias (cerca de 540 a.C.). Altura: 61 cm Museu Gregoriano-Etrusco, Roma.

Vaso François

Pintura do Vaso François feita por Clítias (cerca de 550 a.C.). A pintura representa Ajax carregando o corpo de Aquiles. Museu Arquelógico, Florença.

Exéquias → inverteu o esquema das cores: deixou as figuras na cor natural do barro cozido e pintou o fundo de negro, dando início à série de figuras vermelhas.

Vaso com figuras em fundo negro (cerca de 410 a. C. ). Altura: 52 cm. Museu Britânico Londres.


O período Helenístico:

Termo usado para designar a cultura,  o desaparecimento da independência da pólis grega dando lugar à formação de reinos imensos, interferiram profundamente na arte grega.

A escultura:  século IV a.C.

Características: 

  • crescente naturalismo;
  • não eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade;
  • representado nas emoções e o estado de espírito de um momento;
  • representação, sob forma humana, de conceitos e sentimentos, como a paz, o amor, a liberdade, a vitória;
  • surgimento do nu feminino.

AFRODITE DE CNIDO

Cópia romana de Afrodite de Cnido, de Praxíteles. O original grego data de aproximadamente 170 a. C. Altura: 240 cm. Museo Pio-Clementino, Roma.

AFRODITE DE CÁPUA

Cópia romana de Afrodite de Cápua, de Lisipo. O original grego data do século IV a.C Altura: 210 cm. Museo Nazionale Nápoles.

AFRODITE DE MELOS

Afrodite de Melos (segunda metade do século II a. C. ). Altura: 204 cm. Museu do Louvre, Paris.


A escultura:  século III a.C.

Característica:

  • figuras que expressassem maior mobilidade;
  • levassem o olhar do observador a circular em torno delas;

VITÓRIA DE SAMOTRÁCIA.

Vitória de Samotrácia (cerca de 190 a.C. ). Altura: 275 cm. Museu do Louvre, Paris.

[Ponto central do período]

foi a representação não de uma figura apenas, mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem bonitos de todos os ângulos que pudessem ser observados

O SOLDADO GÁLATA E SUA MULHER

Cópia romana de o Soldado Gálata e sua Mulher. O original grego data da primeira metada do século III a.C. Altura: 211 cm. Museo Nazionale delle Terme, Roma.


A arquitetura período helenístico século V a. C.

Característica:

  • substituir seus sentimentos de cidadãos por sentimentos individualistas;
  • casas começaram a receber um cuidado maior e, com o tempo foram ganhando mais espaço e conforto;
  • sentimento comunitário pelo sentimento individualista manifesta-se também no teatro;
  • coro — que no período clássico era; muito valorizado nas representações teatrais e desempenhava a ação do povo ou de grupos humanos – passa para o segundo plano;
  • ênfase maior é dada ao desempenho dos atores.

Arquiteturas dos teatros: divido em três partes distintas:

  • Orquestra → espaço circular: local para danças e onde o coro
    e os atores representavam.
  • Espaço → reservado para os espectadores, uma
    espécie de arquibancada em semicírculo construída na encosta de uma
    colina.
  • Palco → lugar onde os atores se preparavam para entrar em
    cena e onde eram guardados os cenários e as roupas usadas nas representações.

TEATRO DE EPIDAURO 

Teatro de Epidauro ( século IV a.C.). Composto de 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. Chegava a acomodar cerca de 14 000 espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita.

Século II a. C →  Atores já se apresentam mais isolados do público e sua ação ganha destaque. Isso é obtido com a transformação do telhado do proscênio em piso para a atuação dos atores

  • Proscênio → onde eram apoiados os cenários ação dramática era apresentada no espaço circular. Somente algum deus que interviesse na peça aparecia no telhado do proscênio.
  • Algumas modificações aconteceram nesse período orquestra deixou de ser um espaço circular completo e o local destinado aos espectadores aproximou-se mais do palco.