Por: Marcos Camargo

Os Jogos Teatrais metodologia criada por Viola Spolin, pode ser exercitada por todos que desejam se expressar através do teatro, tendo isso como premissa fundamental da prática. Spolin conseguiu sistematizar todos estudos defendido e praticados pelo Brecht e Stanislavski, depois futuramente traduzido e disseminado os jogos teatrais pela Ingrid Koudela no Brasil.

Esse método desenvolvido por Spolin tem como tema peça fundamental a resolução de problemas baseados em elementos da linguagem teatral. Dividido em três níveis que são a participação, solução de problemas e a ação catalisadora. Além disso a estrutura dos jogos é simples, baseia-se na resolução de problemas. Na realidade, o problema é objetivo do jogo, e todas as regras são criadas a partir desse foco. Tais regras incluem ONDE/ QUEM/ O QUE, O FOCO. Porém o foco não é o objetivo do jogo, e sim está mais ligado a energia canalizada e direcionada para soluções práticas nos problemas na medida que surge. Então, nessa atividade de “solução de problema” o professos e alunos podem ficar fatigados ou ainda, o jogo não pode funcionar, para isso uma alternativa seria interromper o jogo e fazer um ou mais exercícios de aquecimentos relacionados, como, por exemplo, reconhecimento (individual, grupal e espacial) que consiste em andar pelo lugar olhando canto a fim de reconhecer.

Para viola Spolin três são as essências para o Jogos Teatrais; o foco, a instrução e a avaliação.

 Foco: “cada foco determinado da atividade é um problema essencial para o jogo que pode ser solucionado pelos participantes”. (SPOLIN , 2010) Ou seja, é um ponto de concentração para onde o aluno/jogador deve dirigir toda a sua atenção no momento do jogo. Pois com maior atenção, as suas energias e ações convergirão para a facilitar o desenvolvimento do jogo. Contudo simultaneamente o professor/orientador fica auxiliando o todo tempo as ações com as instruções.

 Instruções:  durante a realização do jogo teatral constitui a práxis (ação-reflexão – ação) no momento do jogo, pois é a instrução do professor/orientador que auxiliará o aluno/jogador a permanecer no foco. “A instrução deve conduzir o processo teatral, libertando pensamentos e emoções ocultas, sem interromper diálogo e ação”. (SPOLIN , 2010)

 Avaliação:  Ao final de cada jogo uma avaliação é proposta, não para saber se foi ruim ou bom, mas apenas para ter uma reflexão se os jogadores conseguiram manter o foco. “Avaliação não é julgamento. Não é crítica. A avaliação deve nascer do foco, da mesma forma que a instrução”.  (SPOLIN , 2010).

Na preparação do professor para desenvolvimento de oficinas sob a perspectiva de Jogos Teatrais, sugere-se que prepare um número maior de jogos com os quais se sinta mais à vontade.

Por fim, podemos chegar à conclusão de que os jogos teatrais é ferramenta excelente para apoio praticas pedagógica. Existe outros tipos de jogos propostos por Viola Spolin por exemplo, “jogos de rádio” que consiste em mostrar onde, quem e o que apenas por meio de sons, a qual usa como abordagem para elementos da cena teatral, a paisagem sonora em que salienta o ato da escuta e a voz.

Importante, também, é indiscutível citar que Spolin e Slade (lembrando que, Slade aborda primordialmente a brincadeira teatral infantil a qual surgi uma nova terminologia: ‘Jogo Dramático’) os autores têm oposição diferentes, entre as propostas para a prática com a atividade teatral no contexto escolar como improvisação para teatro e jogo dramático infantil, também como metodologias e exercícios.

Tanto um como outro a metodologia se aplica para desenvolver os potencias individuais dos estudantes, mas concebem o resultado final de modos diferenciados. Para Spolin, o processo finaliza-se no espetáculo; para Slade o, processo é todo desenvolvido em sala de aula. Portanto caso queria saber mais dos Jogos Teatrais, para infantil um dos livros bem interessante é “Peter Slade – Jogo Dramático infantil”

Jogos Teatrais além de ser um método que traz prazer e ludicidade, ajudam a estimular a ação criadora de alunos e professores.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SPOLIN , Jogos Teatrais na sala de aula: um manual para o professor. São Paulo : Perspectiva, 2010.