Por: Marcos Camargo

Para entendermos educomunicação, precisamos saber do que se trata:  são a junção da educação e a comunicação para utiliza-se meios de comunicação para levar os atores sociais à produção de cultura ou melhor é um método de compreender a mídia na escola ou na comunicada de, através do olhar genuíno do aluno. Contribui para atuar como mediador capaz de estimular mudanças, além de forma cidadãos críticos e atuantes.

É importante pontuar, que a comunicação sempre foi muito centralizada no educador, pois através da educomunicação a comunicação na escola se torna mais descentralizada e democrática. Vale ressaltar que através da implantação há uma quebra de paradigma como, por exemplo, a estrutura escolar vem de uma tradição em que o aluno “bom” é aquele que fica quieto e obedece a tudo que faz. E a relação de comunicação se faz muitas vezes, por aquilo que entendo e consigo compartilhar.

É interessante, aliás, cita aquela passagem a qual Paulo Freire fala sobre a comunicação dialógica:

“a participação do sujeito no processo de construção do conhecimento, com métodos novos em que alunos e professores, juntos fundamentando a relação dialógica-dialética entre educador e educando: ambos aprendem juntos”  (GADOTTI apud FREIRE, 1991).

É sinal de que há, enfim, através da educomunicação consegue se ter a práxis daquilo que os reformadores da educação nos mostraram com passar do tempo. Temos um quase 20 milhões de adolescentes e crianças se matriculando nas escolas, tais alunos, não participam do ideário, daquilo que imagina ser o currículo da educação brasileira a qual precisamos dialogar. É necessário apresentar para os alunos e reconhecer o direito que eles têm de expressão, pois na medida que se entregar tal direto para eles esse, o professor passa a dialogar com o aluno/professor e professor/aluno.

E a ferramenta pratica que contribui para essa realização é a educomunicação. Pois fazendo tal uso, nota-se um enriquecimento do ensino e uma aprendizagem magnifica, além de aumentar o desenvolvimento e a criatividade.

Através de atividades da educomunicação como, por exemplo, jornal, site, blog, mídias sociais, vídeo, revista, rádio etc. São ferramentas comunicacional se tornando um recurso para ensino, principalmente quando bem trabalhadas em projetos educomunicação, além de um maior engajamento de toda a comunidade escolar, devido, especialmente, ao sentimento de “ter voz e ser ouvida”, essas práticas contribuem para o fortalecimento do elo entre a família e a escola.

 

No dia 9 de março, a ECA/USP recebeu uma das mais referendadas estudiosas norte-americanas no campo da Media Literacy, a Profa. Renee Hobbs, diretora do Media Education Lab, da Universidade de Rhode Island, USA.

O autor deixa claro quando fala que:

“o principal é a criança saber reconhecer os possíveis desdobramentos de pesquisa no entorno que ela transita, e a família pode e deve participar disso para se construir uma educação significativa, com interação na vida concreta (CONSANI, 2015)”.

Conforme explicado acima o que importa, portanto, é aproveitar ao máximo do tempo escolar como um tempo educativo e não ficar preso a uma aula magna, expositiva, mas sim abertura para que se trabalhe com estratégias de diálogo com a mídia, com a cultura popular e com o conteúdo estudados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CONSANI, M. Como iniciar práticas educomunicadoras no ambiente escolar? EDUCAÇÃO INTEGRAL, 2015. Disponivel em: <http://educacaointegral.org.br/metodologias/como-iniciar-praticas-educomunicadoras-ambiente-escolar/>. Acesso em: 31 jul. 2018.

DARIDO, S. C.; SOUZA JÚNIOR, O. M. D. Para Ensinar Educação Física: possibilidades de intervenção na escola. Campinas: Papirus, 2007.

GADOTTI , M. Convite á leitura de Paulo Freire. 2º. ed. São Paulo : Scipione , 1991.