No entanto, foi nessa época que aconteceu os maiores crimes contra a humanidade, durante o regime leninista e stalinista, na União Soviética.

Poster Propaganda Chinesa de 1967, Marxista Presidente Mao Zedong

De acordo Stépnhane Coutoris (1999) com dados – O Livro Negro do Comunismo: Crimes, Terror, Repressão – faz um inventario da repressão política – incluindo as execuções extrajudiciais, as deportações e as crises de fome. Nessa lista parcial descrito no livro inclui:

  • As execuções de dezenas de milhares de reféns e prisioneiros e de centenas de milhares de operários e camponeses rebeldes entre 1918 e 1922.
  • A grande fome russa de 1921, que causou a morte de 5 milhões de pessoas.
  • A deportação e o extermínio dos cossacos do Rio Don em 1920.
  • O extermínio de dezenas de milhares em campos de concentração no período entre 1918 e 1930.
  • O Grande Expurgo, que acabou com a vida de 690 000 pessoas.
  • A deportação dos chamados “kulaks” entre 1930 e 1932.
  • O genocídio de 10 milhões de ucranianos – conhecido como “Holodomor” – e de 2 milhões de outros durante a fome de 1932 e 1933.
  • As deportações de polacos, ucranianos, bálticos, moldavos e bessarábios entre 1939 e 1941 e entre 1944 e 1945.

A causa de 70 milhões de pessoas na China, mais de 20 milhões de pessoas na União Soviética (e isso sem incluir os aproximadamente 5 milhões de ucranianos, e o extermínio de um terço (33%) da população do Camboja, pode ser dizer que o golpe dado por Lenin abriu a porte para mortes no total de 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987. Adicionalmente m os comunistas escravizaram a populações inteiras, como Rússia, Vietnã, China, Leste Europeu, Coréia do Norte, Cuba e boa parte da Ásia Central, fora que arruinaram as vidas de mais de um bilhão de pessoas (COURTOIS, 1999).

Os prisioneiros trabalham em Belbaltlag, um campo Gulag para a construção do Canal Mar Branco-Báltico.
Do documentário de 1932, do Báltico à White Sea Water Way. Cortesia do Filme Central Russo e Arquivo Fotográfico.

No final dos anos de 1989 com a queda do muro de Berlin e a consequente abertura dos arquivos dos países comunistas apareceram para o mundo como a derrocada final do sonho comunista, o maior genocídio da história humana, matando em torno de 110 milhões de civis. Assim, reverte-se de particular importância que de acordo com Lassus (2006), após a Revolução Russa de Outubro, Lenin, diante de todas suas ideias utópicas, uma delas era exporta a revolução para a Europa Central e também na Europa Ocidental como tentativas de salvar a Rússia, mas à frente dessas investidas todas foram um total fracasso:

  • A revolução quase falhou na Rússia, mas foi salva devido ao apoio financeiro Americano.
  • A revolução falhou na Hungria, onde em 1919 Bela Kun não foi capaz de manter o regime Comunista por mais de 133 dias.
  • Falhou na Alemanha, onde a Liga Espartaquista, fundada em 1916, organizou uma insurreição em Berlim (em 1919), que foi ferozmente suprimida.
  • Falhou na Itália, onde os partidos e os sindicatos comunistas foram sujeitos a uma derrota esmagadora por parte do ex-socialista Mussolini. Porém os marxistas passarem por essa crise.

Devidos aos fracassos, os comunistas foram levados a uma profunda análise para redescobrir as intuições de Marx, onde havia tido antes do Manifesto de 1848 e dedicaram as primícias da revolução cultural ao explorarem todas as formas de dialética. “Através da iniciativa de Lenin foi organizado um encontro em 1922 no Instituo Marx-Engels para esclarecer o conceito e as bases da revolução cultural” (LASSUS, 2006).

Em poucas palavras podemos resumir o comunismo/marxismo em uma citação de Fernando Pessoa “Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade” (PESSOA , 1968). Apesar de aparentemente, a queda do mulo de Berlin ser representado à vitória do ocidente contra o comunismo, a ideologia marxista nunca segue tão vivo na história nos dias de hoje.

No final da Grande Guerra, a sociedade totalitária estava se tornando uma realidade e o artista estava lá para dar aviso. Aqui está um cartaz ou desenho animado intitulado “O Monstro Comunista Ameaça a Minar o País”, desenhado por um artista alemão, Thomas Theodor Heine (1867-1948). Não sei a data, mas suspeito que seja do período da República de Weimar, provavelmente por volta de 1918, quando Heine fugiu da Alemanha no ano em que os nazistas chegaram ao poder, em 1933.

continua na próxima semana…