O Manifesto Comunista, publicado pela primeira vez em 21 de fevereiro de 1848 pelos escritores; Marx e Engels, traz a essência da ideologia comunista/marxista. Pode-se dizer que a ideologia marxista é a qual defende uma sociedade sem classe, e igualitária.  Neste contexto, fica claro na visão de Marx, que a sociedade tradicional (burguesa) era injusta, pois explorava o trabalhador (MARX e ENGELS, 1997). O mais preocupante, contudo, é constatar que no manifesto, traz toda a estratégia de como seria aplicado a ideologia comunista/marxista na práxis, onde que, os trabalhadores ou proletariados, seriam os meios, para criação de uma revolução armada na tomada posse do governo, implantando à ditadura do proletariado, controlando os meios de produção e abolindo a propriedade privada.

Como bem nos assegura Marx e Engels (1997, p. 30 e 41) que:

[…] nesse sentido, os comunistas podem resumir sua teoria nesta fórmula única: abolição da propriedade privada. Pode se dizer que o […] o proletário usará sua supremacia política para expropriar, de maneira gradual, todo o capital da burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado; isto é, do proletariado organizado como classe dominante.

Karl Marx Monument in Alemanha

Conforme explicado acima, Marx defendia que através das lutas de classe entre o proletariado e o burguês, seria uma ponte rumo ao paraíso na terra. É interessante, que através da ditatura do proletariado, a revolução comunista queria derrubar a ordem tradicional. Mas há um fato que sobrepõe no manifesto, a qual, o autor deixa claro que, abolição da propriedade privada está distante de ser a única coisa que filósofo acreditada que tinha de ser abolida, é sinal de que há, enfim, outros pontos do manifesto comunista a serem tratados.

Abolição da Propriedade Privada

De acordo com Marx e Engels (1997, p. 42) o autor deixa claro que:

Isto naturalmente só poderá realizar-se, a princípio, por uma violação despótica do direito de propriedade e das relações de produção burguesas, isto é, pela aplicação de medidas que, do ponto de vista econômico, parecerão insuficientes e insustentáveis, mas que no desenrolar do movimento ultrapassarão a si mesma e serão indispensáveis para transformar radicalmente todo o modo de produção [….]

Em vista disso, a melhor maneira de compreender esse processo é considerar que conforme citado acima, o autor deixa claro que, não via apenas a abolição da sociedade privada, mas sim a erradicação do passado e da tradição e costume.  É importante saber nesse contexto na ideologia marxista “na sociedade burguesa, o passado domina o presente; e na sociedade comunista, o presente domina o passado” (MARX e ENGELS, 1997, p. 32). Seja porque em respeitos ao passado serviam meramente para distrair o proletariado, atrasando sua busca por emancipação e supremacia.

 

continua na próxima semana…