Por: Marcos Camargo

No século XXI, com a proliferação de smartphone, tablets e notebook, a nova geração, tem toneladas de informações e acesso rápido a qualquer tipo de mídias digitais, além de estar conectado na maioria das vezes, em tempo integral nas redes sociais. Sob esse cenário, apresento uma proposta de como podemos transformar o uso de dispositivos móveis para o auxílio na nossa área de atuação, levando em conta o exemplo do professor e o aluno (estudante).

O uso do armazenamento de arquivos na nuvem

A partir da ótica do professor, o aparelho móvel pode ser tornar um rico instrumento para produtividade e aprendizagem. Como por exemplo, uso de armazenar os arquivos na nuvem: Google Drive, Dropbox, OneDrive e etc. Devido a correria do dia a dia o uso de tais ferramentas, permite que o professor possa acessar em tempo remoto em casa, no trabalho, ou no trânsito os arquivos que foram salvos na nuvem. Caso ele precise modificar o arquivo no decorrer do dia, simplesmente ele abre o arquivo, através do dispositivo móvel e salva em uma dessas plataformas. Assim possibilita um ganho na produtividade no acesso das informações para uso pessoal e profissional.

O uso do mapa mental em sala de aula

No caso do aluno (estudante), quando a utilização smartphone é bem direcionado, se torna uma ótima ferramenta para coletar dados e referencias nas aulas. Como por exemplo, os mapas mentais digitais (Mindomo, SimpleMind e MindManager e etc.). São aplicativos facilmente encontrados na Google Play Store que auxilia na organização de conteúdo passado em sala de aula. Podendo o aluno criar um resumo em espécie de mapa digital com tópicos específicos e interativos, adquirindo uma melhor absorção dos conteúdos apreendidos.

Graziola Júnior (2009) mostra aspectos da dessa nova geração que se comporta, pensa e aprende de forma diferenciada.

Defende ainda alguns aspectos relevantes e necessários como:

(….) a criação de ambientes que possibilitem ao sujeito aprendiz continuar a aprender, mesmo estando fora da instituição/lugar formal de ensino e/ou seja, em contexto de mobilidade; planejamento aberto, flexível, em que se respeite fundamentalmente o contexto dos sujeitos envolvidos nesse processo; criação de espaços de reflexão, por meio do saber construído (as aprendizagens) do sujeito; atividades que deem um valor especial às sensações, subjetividades, impressões, desejos e afetos dos sujeitos, imbricados no processo educativo, não se esquecendo de prevalecer as questões didático pedagógicas em relação às questões tecnológicas; mediação pedagógica, sob uma perspectiva dialógica entre alunos e aluno-professor, assumindo a mediação das interações entre aluno-informação-dispositivo-aluno; possibilitar o uso “efetivo” da mobilidade, que além de poder expandir os limites das práticas podem ainda propiciar outras possibilidades, como por exemplo, localização formação de grupos conforme afinidades dos sujeitos, anotações de observações em saídas a campo, entre outras (GRAVIOLA JUNIOR, 2009, p. 9).

Os dispositivos móveis quando utilizado de maneira correta, os celulares em sala de aula ou para uso pessoal, têm um poder de melhorar a sobremaneira a motivação. Através do uso, despertam o interesse genuíno, em ambos casos para estudo e a busca do conhecimento. Os desafios hoje associados, talvez seja o maior problema deles a falta de foco, por essa razão da quantidade de distração que se encontra na internet. No entanto, quando os mesmos não são utilizados de maneira correta, sendo apenas para fofocas nas redes sociais, ou de conteúdo improprio sexual, vídeos e músicas sem qualidade ou de até mesmo violento, traz um emburrecimento gradual e uma dispersão na concentração extrema, causando sobre tudo, um asfixiamento de informações relevantes de sentido.

Podemos perceber a cima, que o autor deixa claro, o uso dos dispositivos móveis, ajuda na mobilidade de estudos, além proporciona o aluno sair do local e continuar aprendendo. Sendo assim, o uso do celular tanto para uso do professor quanto para o aluno, precisa elaborar, contudo, estratégias claras nesse sentido, proposta de processo e aprendizagem que edificarão para educação pessoal. Mas por outro lado, se os dispositivos móveis não serem usados de forma coerente, simplesmente não passarão de meros protagonistas e vilão, para roubar seu tempo de aprendizagem e produtividade, tonando assim, mais um aparato de distração.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GRAVIOLA JUNIOR, P. G. Aprendizagem com mobilidade na perspectiva dialógica: reflexões e possibilidades para práticas pedagógicas. Revista Novas Tecnologias na Educação, Rio Grande do Sul , v. XII, n. Renote, p. 1-10, Dezembro 2009.